Leoas fazem maior nota do ciclo e Ginástica Rítmica se despede de Santa Fé 2026 com 5 ouros
Conjunto sobe ao lugar mais alto do pódio na série mista e Maria Eduarda Alexandre, Geovanna Santos e Bárbara Domingos brilham nos aparelhos individuais com quatro ouros nos Jogos Sul-americanos

Foto: Gaspar Nóbrega/COB
No último dia da Ginástica Rítmica nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026, nesta segunda-feira, 21, o Brasil voltou a brilhar e conquistou todas as medalhas de ouro disponíveis, tanto nas provas do individual quanto no conjunto. Enquanto Bárbara Domingos, Geovanna Santos e Maria Eduarda Alexandre dividiram as primeiras posições dos aparelhos individuais, com quatro ouros e quatro pratas, as leoas do conjunto garantiram o ouro da série mista (3 arcos e 2 maças) com a maior nota do mundo neste ciclo, 29.550.
“Estamos muito felizes. Conseguimos cumprir o nosso papel. Viemos com o objetivo de nos divertir em quadra e fazer as nossas melhores séries novamente. Mais uma vez cravamos a nossa série mista e batemos nosso recorde que havíamos conquistado no Mundial, hoje acrescentamos mais 0.10. Tudo isso é consequência de nosso esforço, nosso trabalho e ter esse gostinho de estar valendo a pena não tem preço”, enfatizou a capitã da seleção de conjunto, Maria Eduarda Arakaki.
Já as meninas do individual também dominaram as finais por aparelhos nos Jogos Sul-americanos. Elas foram as primeiras a entrar em ação nesta segunda-feira na prova de arco. Maria Eduarda Alexandre e Geovanna Santos, a Jojô, fizeram as melhores notas, 28.600 e 27.950, e asseguraram o ouro e a prata, respectivamente. Na sequência, na final da bola, foi a vez de Bárbara Domingos, a Babi, fazer uma dobradinha com Maria Eduarda: 28.350 e 28.050, respectivamente, e novamente ouro e prata para o Brasil.
“Estou muito feliz, realizada e satisfeita por cada entrada e saída de quadra. Foi uma competição exaustiva, porque fiz o individual geral e as finais dos quatro aparelhos. Pude entregar o meu 100% todos os dias. Isso que importa, fecharmos o ano felizes”, ressaltou Maria Eduarda Alexandre.
Na continuação da programação de provas do dia, as Leoas entraram em ação na série mista de 3 arcos e 2 maças. Ao som da icônica música “Abracadabra”, as brasileiras agitaram o público, cravaram a apresentação e conquistaram a maior nota do mundo nesta prova durante o ciclo de Los Angeles 2028: 29.550, superando os 29.450 obtidos no Mundial de Frankfurt neste ano, até então o melhor resultado.
Para finalizar a Ginástica Rítmica, mais dobradinhas do Brasil no individual. Jojô Santos foi ouro (27.850) na prova das maças, seguida pela prata da Maria Eduarda (26.600). Maria ainda voltou para finalizar a competição na última prova, a de fita, com um ouro (29.100) e Babi Domingos garantiu a medalha de prata (27.800). No somatório geral, Maria Eduarda Alexandre encerrou a competição com três ouros e duas pratas, enquanto Geovanna Santos conquistou um ouro e duas pratas e Bárbara Domingos garantiu um ouro e uma prata.
“Foi muita superação estar aqui. Persisti muito e coloquei na minha cabeça de ir até o final independentemente do resultado. Esta foi uma competição para me reconectar comigo mesma depois de um Mundial não tão bem. Mas fechar o ano de 2026, que foi bom, com essas medalhas e numa competição boa foi muito importante”, ressaltou Jojô.
“Acho que resiliência e coragem definem essa competição para mim. Não cheguei 100%, mas consegui superar as adversidades. Sair com uma medalha de ouro e de prata nestes que devem ser meus últimos Jogos Sul-americanos é algo que eu vou guardar para sempre. Isso só me dá forças para continuar firme nos desafios que virão no ano que vem”, pontuou Babi.












