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Clarisse Vallim coroa semana memorável com ouro nos Jogos Panamá 2026

Judoca porta-bandeiras na Cerimônia de Abertura garante vitória na categoria -78kg

Por Comitê Olímpico do Brasil

16 de abr, 2026 às 16:00 | 4 minutos de leitura

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Juliana Ávila/COB

Quando Clarisse Vallim desembarcou na Cidade do Panamá na noite de sexta-feira, 10 de abril, ela tinha um objetivo simples para os Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026: fazer o seu melhor. "Eu acho que a medalha é só um detalhe do nosso desempenho. Então, procurei dar o máximo e felizmente o ouro veio", disse Clarisse, ao alcançar o lugar mais alto do pódio no último de dia de competições do judô nesta quinta-feira, 16.

O resultado deixou o Brasil na frente da disputa na modalidade: foram quatro ouros, duas pratas e um bronze. Além disso, foi a vitória de Clarisse que fez o Time Brasil alcançar a primeira colocação geral no quadro de medalhas, ultrapassando a Venezuela.

Foi um dia feliz, que começou tenso. A luta de estreia contra a argentina Zaira Yuma. Com uma envergadura bem maior, Zaira conseguiu evitar as investidas e levou o combate para o golden score. "Ela era muito pesada também. Acho até que a envergadura em si não foi o pior, o que me pegou mesmo foi o peso. E o braço de borracha dela. Tentei imobilizar e ela escapava", relembrou. Já a semifinal e a final foram mais tranquilas, com duas vitórias por ippon. "As outras meninas eram mais do meu tamanho, então o tipo de jogo precisava ser diferente. Estou feliz que deu certo."

Tem dado certo desde o ano passado, quando Clarisse foi campeã mundial cadete - que contempla judocas até 18 anos - em sua primeira participação, ainda com 14. A trajetória no esporte tem começo consistente e resultados que impressionam. Fruto de uma dedicação inegociável. "Trabalho duro todos os dias. Já disse: procuro dar o meu melhor sempre e realmente acho que a medalha é consequência. Então eu me dedico nos treinos diariamente tentar que a medalha venha", reforçou.

O ambiente também ajudou a tornar tudo especial. "Está sendo maravilhosa essa experiência dos Jogos Sul-americanos da Juventude. Nunca tinha viajado com uma competição desse tipo com o COB, com vários esportes. Fiquei muito feliz, estou aproveitando demais a oportunidade", relembra. Logo na chegada ao Panamá, Clarisse foi informada que seria a porta-bandeiras da delegação (ao lado do wrestler Lavozier Marubo, também ouro no Panamá 2026). "Dei uma entrevista antes de viajar e me perguntaram como eu me sentiria se um dia fosse a porta-bandeiras do Brasil. Disse que ia adorar, só que eu não tinha me ligado. Depois que eu cheguei e descobri que seria mesmo eu", fiquei muito feliz.

Clarisse transborda amor pelo esporte e respeito pelo judô herdados do pai e do avô, também judocas, que a iniciaram na modalidade aos 4 anos. Hoje, a Clarisse de 15 anos tem um recado para aquela menina que quis abandonar o dojô. "Eu ia dizer para ela respeitar o coração dela porque aquela semana parada foi boa. O tempo que eu parei foi necessário pra ver o quanto eu amo esse esporte e o quanto eu amo viver disso. Então eu diria que a semana em que ela preferiu parar valeu a pena. Está valendo a pena até hoje", encerrou.

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