Retrospectiva 2025: Laboratório Olímpico do COB impulsiona bons resultados e títulos mundiais no início do ciclo LA 2028
Com mais de 11 mil atendimentos em 2025, ciência esportiva e tecnologia de ponta foram decisivas para o sucesso de atletas como o campeão mundial Caio Bonfim

Rafael Bello/COB
Tecnologia de ponta, ciência aplicada, abordagem multidisciplinar. O Laboratório Olímpico do Comitê Olímpico do Brasil foi peça-chave na preparação de atletas de diversas modalidades, contribuindo de forma decisiva para a conquista de resultados internacionais expressivos ao longo de 2025, primeiro ano do ciclo para LA 2028. Baseado no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Centro Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, o Laboratório terminou o ano com números grandiosos: 11231 atendimentos de 583 atletas. Eles disputam 47 modalidades diferentes e estão vinculados a 33 confederações.
“Mantemos nossas portas sempre abertas às confederações e aos treinadores. A partir do momento em que julgam que podemos ajudar seus atletas, conversamos para entender a melhor forma de fazer isso”, contou Jacqueline Godoy, Gerente de Serviços de Performance do Comitê Olímpico do Brasil e responsável por toda a coordenação do Laboratório.
Dos mais de 11 mil atendimentos de 2025, algumas áreas se destacaram: biomecânica, análise de desempenho, bioquímica, fisiologia, preparação física, nutrição, coaching, preparação mental. “Temos a tecnologia a nosso favor, mas isso não é tudo. O mais valioso aqui são os profissionais que temos em cada área. Eles sabem exatamente como usar todos os recursos à nossa disposição para servir aos atletas de alto rendimento”, destacou Jacqueline.
Pelo menos 50 dos atletas atendidos ao longo de 2025 conseguiram colocação entre os 5 primeiros em campeonatos mundiais ou equivalentes. Como Caio Bonfim, eleito Atleta do Ano no último Prêmio Brasil Olímpico e que conquistou uma prata e um ouro marcha atlética no último Mundial de Atletismo, em Tóquio. “Eu tinha um desafio de ir para o Campeonato Mundial fazer as provas de 35 e de 20 quilômetros. Os 35 seriam antes, então havia uma discussão pela questão fisiológica, se valia a pena fazer uma prova tão longa antes da minha melhor prova. Só que eu sempre acreditei que eu poderia ser medalhista de ouro até nos 35”, relembra Caio.
Neste momento ele entendeu que poderia se beneficiar da estrutura do COB. “Pedi ajuda para a Confederação Brasileira de Atletismo e fomos juntos ao Comitê Olímpico do Brasil, que nos recebeu muito bem e ouviu as nossas ideias”, contou. O resultado foi espetacular. “Fui prata nos 35km, meu melhor resultado em mundiais até então. Mas como fazer para recuperar o corpo em uma semana? Fizemos um trabalho específico. E quando cheguei nos 20k estava bem fisicamente e consegui o ouro”, celebrou.
Para Jacqueline, a chave é entender que não existem fórmulas a serem replicadas. “Não consideramos que existe um formato que se aplique a todos atletas de uma modalidade, por exemplo. Precisamos entender cada um deles em suas especificidades. Por isso, sempre conversamos com os treinadores para saber em que eles precisam de nós. A partir daí trabalhamos juntos para executar isso. Às vezes damos sugestões baseadas nos resultados que colhemos. E sempre procuramos entender se é possível atender aos atletas e treinadores de alguma maneira também nos locais onde estão competindo”, revelou.
Foi assim com Caio Bonfim, do outro lado do mundo enquanto competia no Japão. “O Comitê Olímpico do Brasil acreditou mesmo que eu poderia vencer as duas e me forneceu todo o suporte do Laboratório Olímpico - infraestrutura, conhecimento, possibilidade de fazer treinamento e testes na altitude... Sou muito grato de coração a cada pessoa que fez parte disso: biomecânico, fisiologistas, toda a equipe do COB que viabilizou a logística, todos me ajudaram muto este ano. Olho para trás e vi que tem muita gente que me apoiou para este resultado”, agradeceu.












