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A base vem forte! Time Brasil é tetracampeão dos Jogos Sul-americanos da Juventude com recorde de medalhas

Com 96% de estreantes, delegação brasileira encerra Jogos Panamá 2026 revelando talentos e superando a marca de Santiago 2017

Por Comitê Olímpico do Brasil

25 de abr, 2026 às 18:00 | 5 minutos de leitura

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Leo Barrilari/COB

Após uma campanha brilhante, o Time Brasil manteve a hegemonia continental e encerrou os Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026 neste sábado, dia 25, com ampla liderança no quadro de medalhas. Com 157 conquistas (58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes), o Brasil segue sendo o único vencedor de todas as  edições da competição. Como se não bastasse, a delegação brasileira bateu seu próprio recorde, superando Santiago 2017, quando havia conquistado 152 medalhas.

A consolidação do evento, que chega a sua quarta edição no calendário internacional, também resultou no aumento do nível das disputas. Seguindo o Brasil, a Argentina alcançou o segundo lugar pelo total, com 105 (32, 39 e 34), seguida da Colômbia, com 89 (26, 19, 44). Pelo número de ouros, a Venezuela chegou atrás do Brasil, com um total de 83 medalhas, sendo 33 de ouro, 21 de prata e 29 de bronze.

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O nadador Davi Vallim foi o maior medalhista da delegação. Foto: Leo Barrilari/COB

“Um dos nossos objetivos era ser tetracampeão dos Jogos. Chegamos como favoritos, mas na hora da disputa nada é fácil, ainda mais para equipes tão jovens. Por isso o Comitê Olímpico do Brasil fez de tudo para entregar um ótimo nível de serviços para que os atletas tivessem toda a estrutura necessária para fazer o melhor possível”, disse o presidente do COB, Marco La Porta. “Essa competição dialoga muito bem com a nossa ideia de formar uma nação esportiva. O êxito no Panamá nos ajuda a forjar uma geração vencedora e inspirada pelos Valores Olímpicos”, completou o presidente.

Os destaques da participação brasileira foram muitos. Modalidades como atletismo, boxe, ciclismo estrada, tiro com arco, wrestling, esgrima, karatê, levantamento de pesos e tênis, por exemplo, ampliaram as conquistas em relação a Rosário 2022. Modalidades estreantes no Panamá, como surfe e flag football, chegaram ao pódio. A caçula do Time Brasil nestes Jogos, Ana Paula Delgado, de apenas 13 anos, garantiu a prata na trave da ginástica artística. Mas o destaque em número de medalhas foi Davi Vallim, da natação, que deixou o Panamá com 8 ouros e 1 prata.

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Caçula do Time Brasil, a ginasta Ana Paula Delgado foi prata. Foto: Terni Castro/COB

Apesar da confiança na boa performance, a liderança no quadro de medalhas não era o principal objetivo ao chegar no Panamá. Com 96% dos atletas participando de sua primeira delegação com o Time Brasil, o foco principal foi desenvolver novos talentos e uma geração inspirada e moldada pelos Valores Olímpicos. Além disso, com uma delegação formada por adolescentes, o COB deu atenção especial ao Esporte Seguro, priorizando a prevenção de riscos, o acolhimento e a proteção de todos os integrantes.

Um dos símbolos do respeito e cuidado do COB com os atletas foi a escolha da medalhista olímpica Poliana Okimoto para chefiar a missão. “Tenho certeza de que demos a tranquilidade necessária para que os atletas pudessem performar em alto nível. Acredito muito nessa geração. Eu sei o quanto é árduo o caminho, mas vi muita vontade de vencer e muito brilho no olhar. E, quando se tem brilho no olhar, você alcança seus objetivos. Espero encontrar muitos desses atletas nos próximos Jogos Olímpicos”, declarou a medalhista de bronze nas águas abertas na Rio 2016.

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Brasil foi ouro nas duplas masculina e feminina do badminto. Foto: Leo Barrrilari/COB

Após 14 longos dias de competições na quente e úmida Cidade do Panamá e com todos os objetivos traçados pelo COB alcançados, a medalhista olímpica no pentatlo moderno e vice-presidente do COB, Yane Marques, volta ao Brasil com a sensação de dever cumprido. “Meu sentimento é de que essa missão foi muito bem executada, tanto por parte do COB, das Confederações e chefes de equipe, como por parte dos atletas, que entregaram um grande resultado para a gente. Sensação de que todo esforço vale a pena. Que eles voltem para casa querendo participar de outras missões ainda maiores e com o desejo muito grande de se dedicar ainda mais aos treinos e competições”, afirmou Yane, bronze em Londres 2012.

O encerramento fica com a pureza da resposta das crianças na palavra do capitão da equipe de flag football, Pedro Barletta de Oliveira, de 16 anos, logo após a conquista histórica do ouro em cima dos favoritos donos da casa: “Eu só tenho a agradecer ao Time Brasil e ao COB por tudo o que me proporcionaram. Estou muito emocionado. Essa viagem foi perfeita. Eu não precisei me preocupar com nenhum problema. Só precisei fazer a minha parte dentro de campo”, disse o defensive back. “Essa foi a melhor viagem da minha vida!”, completou Pedro.

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