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“Bravo guerreiro”: Lucas da Silva é ouro e karatê soma mais três medalhas no Panamá

Jovem pernambucano venceu a categoria até 68 kg em dia marcado por lutas duras e reviravoltas; Bruna de Andrade e Luan Florenço foram bronze nas categorias até 59 kg e acima dos 68 kg, respectivamente

Por Comitê Olímpico do Brasil

24 de abr, 2026 às 22:00 | 4 min de leitura

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Lucas da Silva, ouro no karatê no Panamá. Foto: Bruno Ruas/COB

Foi com muito suor e garra em lutas marcadas por reviravoltas que o karatê brasileiro conquistou mais um ouro nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 nesta sexta-feira, 24. O protagonista desse cenário foi Lucas da Silva, que garantiu o lugar mais alto do pódio na categoria até 68 kg após passar por duelos duros, decididos no detalhe. Além dele, Bruna de Andrade e Luan Florenço garantiram duas medalhas de bronze nas categorias até 59 kg e acima dos 68 kg, respectivamente. 

 

Parafraseando o hino do seu Estado, Pernambuco, cuja letra indica uma terra “de bravos guerreiros”, Lucas, de 16 anos e natural da capital Recife, teve que ser firme e se desdobrar em combates bastante acirrados para assegurar essa medalha de ouro. O mais impactante deles foi na semifinal diante do atleta da casa, o panamenho Ian Mata. O brasileiro perdia pelo placar de 3 a 1, quando no último centésimo acertou um chute na cabeça do adversário. A arbitragem de início não validou a ação, mas a comissão técnica pediu revisão do lance e, na checagem, a virada do brasileiro foi confirmada com a pontuação do ippon (3 pontos): placar de 4 a 3 para o brasileiro e a vaga na final.

 

“Eu tinha o principal objetivo de performar bem, além, claro, de ir em busca de uma medalha. A minha sensei, Vanessa, sempre me fala que a luta não acaba enquanto o tempo parar e eu sigo esse conselho até os dias de hoje. Foi o que aconteceu, sobretudo na semifinal”, explicou Lucas.

 

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Lucas da Silva vibra com a medalha de ouro no karatê. Foto: Bruno Ruas/COB

 

Na decisão, Lucas encarou um oponente que já havia enfrentado na fase de grupos, o equatoriano Mathias Vera. Naquela ocasião, o pernambucano havia vencido por 5 a 2 em um combate parelho, algo que se repetiu na disputa da medalha de ouro. Lucas se impôs e foi aplicando yukos (1 ponto) para manter a vantagem, vencer por 3 a 1 e comemorar bastante o lugar mais alto do pódio com orgulho pelo seu país e pela sua terra natal. 

 

“Defender um país é diferente, você está ali representando várias pessoas.Tive confrontos duríssimos, todos estavam dando o máximo para conseguir uma medalha e eu consegui. Trouxe também o meu estado Pernambuco, no meu jeito, no meu sotaque. É uma emoção muito grande conquistar essa medalha”, ressaltou Lucas. 

 

Os outros brasileiros nas disputas desta sexta-feira também tiveram caminhos duros na busca pela medalha. Bruna de Andrade, 17 anos, classificou-se para as semifinais ao vencer duas lutas na fase de grupos da categoria até 59 kg, mas acabou parando na panamenha Isabel Mendoza (7 a 0) e ficou com o bronze. Situação semelhante a de Luan Florenço, de 17 anos, que venceu três lutas antes de chegar na semifinal, ser superado pelo argentino Lisandro Fontana (5 a 2) e também assegurar uma medalha de bronze para o Brasil.

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