Hall da Fama do COB celebra ídolos olímpicos em cerimônia nesta quarta-feira
Evento no Copacabana Palace, no Rio, marca uma nova fase do Hall da Fama ao inaugurar oficialmente as categorias de Duplas e Equipes

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) realiza nesta quarta-feira, dia 8 de abril, mais uma cerimônia do Hall da Fama do COB, que acontecerá às 20h, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Nesta edição, serão homenageados Alex Welter e Lars Björkström, primeiros campeões olímpicos da vela brasileira, com o ouro histórico na classe Tornado nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980; Ricardo Santos e Emanuel Rego, campeões olímpicos do vôlei de praia nos Jogos de Atenas 2004; e Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete mundial e recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições consecutivas dos Jogos.
A noite será dedicada a celebrar trajetórias que marcaram a história do esporte olímpico brasileiro e contribuíram para a construção do legado do país nos Jogos Olímpicos. A partir desta edição, o COB inaugura oficialmente as categorias de Duplas e Equipes, reconhecendo que muitos dos maiores feitos olímpicos são construídos por confiança mútua e trabalho conjunto.
Além do "mão santa" do basquete, a cerimônia celebra as primeiras duplas eternizadas no Hall da Fama, atletas que elevaram o nome do Brasil no cenário olímpico mundial com uma sintonia que transcende o talento individual.
Durante o evento, os homenageados deixarão moldes de pés ou mãos, que passarão a integrar o acervo permanente do Centro de Treinamento do Time Brasil, reforçando o compromisso do COB com a preservação da memória esportiva nacional. A solenidade reunirá autoridades, ex-atletas, convidados e representantes do Movimento Olímpico em uma noite dedicada à valorização da história e do legado do esporte brasileiro.
Biografia dos homenageados deste ano:
Alex Welter e Lars Björkström - Vela
Alex Welter e Lars Björkström formaram uma das duplas mais emblemáticas da história da vela olímpica brasileira. Juntos, conquistaram a primeira medalha de ouro olímpica da modalidade para o Brasil, na classe Tornado, nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos olímpicos do país. A parceria teve início em 1976 e rapidamente se destacou no cenário internacional, garantindo vaga em competições mundiais e olímpicas. Mesmo após o fim da carreira competitiva, ambos mantiveram forte ligação com o Movimento Olímpico, atuando como voluntários nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Atualmente, eles são reconhecidos como os campeões olímpicos brasileiros vivos mais velhos.
Ricardo Santos e Emanuel Rego - Vôlei de Praia
Ricardo Santos e Emanuel Rego estão entre as maiores duplas da história do vôlei de praia mundial. Campeões olímpicos nos Jogos de Atenas 2004, a dupla voltou ao pódio em Pequim 2008, com a medalha de bronze, comprovando sua consistência em alto nível. No circuito internacional, foram campeões mundiais em 2003 e conquistaram cinco títulos do Circuito Mundial, além da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. O legado de Ricardo e Emanuel foi fundamental para consolidar o vôlei de praia como uma das modalidades mais vitoriosas do esporte olímpico brasileiro.
Oscar Schmidt - Basquete
Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como Mão Santa, é um dos maiores nomes da história do basquete. Recordista brasileiro em participações olímpicas, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Ícone do esporte internacional, integra o Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.











