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Milão-Cortina

Pat e Augustinho conquistam resultados históricos para o Brasil no snowboard halfpipe em Milão-Cortina 2026

Pat Burgener ficou em 14º lugar  e Agustinho Teixeira, 19º; brasileiros conquistam o melhor resultado masculino do país na história dos Jogos

Por Comitê Olímpico do Brasil

11 de fev, 2026 às 18:39 | 4 min de leitura

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Pat Burgener em ação pelo snowboard halfpipe. Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil estreou no snowboard halfpipe nos Jogos Olímpicos Milão-Cortina 2026 e o resultado foi histórico. Nesta quarta-feira (11), Pat Burgener e Augustinho Teixeira entraram em ação pelas qualificatórias da modalidade no Livigno Snow Park, uma das subsedes dos Jogos na região da Lombardia. E ambos conquistaram resultados marcantes para os esportes de inverno do Brasil. Pat Burgener terminou em 14º lugar, a melhor colocação de um brasileiro na história da modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno, enquanto Augustinho Teixeira finalizou a prova na 19ª colocação. Os dois, portanto, fizeram o melhor resultado masculino do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno, superando o 20º lugar do bobsled em Pequim 2022.

 

Além disso, os brasileiros atingiram a marca de serem os melhores atletas sul-americanos no snowboard masculino nos Jogos Olímpicos. Ambos superaram o argentino Mariano López, 21º lugar no slalom gigante na edição de Nagano 1998. E, mesmo diante da frustração de não ter avançado para a final, Pat Burgener analisou a conquista desse marco nos esportes de inverno do país.

 

“Foi incrível representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Quero agradecer a todas as pessoas que torceram porque a energia foi demais, foi mais do que eu precisava. A melhor energia que eu senti na minha vida numa competição. Estou um pouco triste com o resultado. Queria fazer essa final, talvez chegar numa medalha. Mas foi difícil, o halfpipe foi de nível foi muito alto. Toda a minha família está aqui, eu queria dar isso para a minha família, para os meus fãs, para todas as pessoas do Brasil que torceram", analisou Pat logo após a prova.

 

Já Augustinho Teixeira, jovem de 23 anos, terminou a competição com um sorriso no rosto. Ciente de que deu o seu melhor na pista e que tem um caminho de franca evolução no esporte, o brasileiro foi só gratidão pela oportunidade de ter participado de seus primeiros Jogos Olímpicos defendendo as cores brasileiras.

 

“É uma honra total (representar o Brasil nos Jogos Olímpicos) e dá vontade de fazer melhor, de melhorar, de trabalhar mais para poder trazer o melhor resultado nas próximas Olimpíadas. Muito obrigado a todo mundo que acreditou e torceu por mim. Espero que tenham desfrutado do show e da próxima vez vai ser melhor ainda", ressaltou Augustinho, que, assim como Pat, teve a presença da família em peso nas arquibancadas.

 

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Augustinho Teixeira na prova do snowboard halfpipe. Foto: Rafael Bello/COB

 

 

Primeira descida segura e segunda no “tudo ou nada”

 

Na pista de 200m em formato de U, os atletas brasileiros tiveram duas oportunidades de mostrarem suas manobras. O primeiro a entrar em ação foi Pat, que fez uma apresentação segura, explorou suas manobras com destreza e atingiu a marca de 70.00 pontos para assumir a 12º geral na primeira descida, até então entre os finalistas da competição (12 avançavam para a grande final). Na sequência, Augustinho apostou na regularidade e com uma apresentação firme cravou a nota de 56.50, o que lhe garantiu a 17ª colocação geral após a primeira descida.

 

Já na segunda descida, ambos foram para as manobras mais arriscadas com o objetivo de aumentarem suas pontuações. Pat começou a prova muito bem, explorando manobras com ótima altura, mas caminhando para o fim acabou se desequilibrando e caindo. Restou, então, aguardar os resultados dos próximos competidores para saber se continuaria entre os classificados à grande final. No decorrer da competição, o sul-coreano Jio Lee (74.00) e o americano Jake Pates (75.50, última vaga na final) acabaram ultrapassando o brasileiro. Augustinho, por sua vez, arriscou tudo o que tinha na primeira manobra, mas não conseguiu finalizá-la. Os brasileiros, então, despediram-se da competição com o 14º e o 19º lugar históricos. As melhores notas do dia foram do australiano James Scotty (94.00) e dos japoneses Yuto Totsuka (91.25) e Ryusei Yamada (90.25). 

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