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Milão-Cortina

Bobsled 4-man do Brasil termina primeiro dia de competições no Top-20

Equipe brasileira liderada por Edson Bindilatti vai em busca do Top-15 nas descidas finais

Por Comitê Olímpico do Brasil

21 de fev, 2026 às 10:30 | 4 min de leitura

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Bobsled 4-man do Brasil nas primeiras descidas da modalidade. Foto: Gabriel Heusi/COB

O bobsled brasileiro deu os primeiros passos na busca por uma colocação histórica nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nas primeiras baterias da competição 4-man, neste sábado, 21, em Cortina D’Ampezzo, o time do Brasil encerrou as parciais na 20ª colocação, com o tempo somado de 1:50:46, e mira em ajustes finos para se estabelecer no Top-15 nas descidas finais. A liderança é do time da Alemanha comandado por Johannes Lochner, com 1:48:61.

 

A equipe brasileira, formada por Edson Bindilatti (piloto), Davidson de Souza, o “Boka”, Rafael Silva e Luís Bacca, tem a missão de permanecer entre os 20 melhores trenós da competição para ter o direito à quarta e decisiva bateria, a chamada final olímpica. No momento, o Brasil está exatamente no “ponto de corte” e voltará à ação neste domingo (22), último dia dos Jogos, na pista do Cortina Sliding Centre, para melhorar o desempenho e, quem sabe, superar o melhor resultado histórico do bobsled 4-man brasileiro, o 20º lugar de Pequim 2022.

 

“As duas descidas foram boas. A primeira foi bem melhor, porque consegui acertar as linhas. A pista estava rápida, consegui encaixar minha pilotagem. Na segunda, a pista estava um pouco mais lenta, tive alguns pequenos erros nas curvas 1 e 2, isso fez com que a gente caísse um pouquinho na classificação final. Mas amanhã (domingo) tem mais duas descidas e nós vamos para cima. É trabalhar bastante nas lâminas e fazer o que viemos fazer aqui: ir para a final e conquistar um grande resultado para o Brasil”, afirmou o piloto e líder do time Edson Bindilatti.

 

Na primeira descida deste sábado, os brasileiros tiveram uma boa largada, com 4s92 no push – o movimento de empurrar e entrar no trenó –, e uma pilotagem segura de Bindilatti. O resultado de 55s04 posicionou o Brasil na então 14ª colocação e a equipe só perdeu uma posição (15º) por 0s01 após a descida do time dos Estados Unidos (55s03). Chamou atenção o equilíbrio no meio da tabela: entre o 13º e o 20º a diferença era de apenas 0s10.

 

Com o 15º lugar no ranking, o trenó nacional veio para a segunda bateria com a ordem de largada novamente no meio da tabela. Em mais uma apresentação consistente, os brasileiros mantiveram a média no push (4s93) e fecharam a parcial com 55s42 e a soma total de 1:50:46. Ao término do primeiro dia de competição, o Brasil fechou na 20ª colocação, empatado com a equipe de Liechtenstein. A classificação segue embolada, com a diferença para o 15º lugar de 0s31. 

 

“Estamos muito bem. Está todo mundo forte, veloz, saudável. O trabalho ainda não acabou. Amanhã (domingo) é outro dia. Vamos voltar com mais fome. Estamos prontos, preparados e agora é continuar executando o trabalho que estamos fazendo esse tempo inteiro” pontuou Davidson de Souza, o “Boka”, um dos mais experientes do time brasileiro.

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