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Milão-Cortina

Lucas Pinheiro Braathen é ouro para o Brasil em Milão-Cortina 2026

Brasileiro faz apresentação histórica e garante a primeira medalha brasileira em Jogos Olímpicos de Inverno

Por Comitê Olímpico do Brasil

14 de fev, 2026 às 13:30 | 4 min de leitura

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Lucas Pinheiro Braathen no pódio olímpico de Milão-Cortina 2026. Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil viveu neste sábado, 14, mais um capítulo marcante em sua história olímpica. Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro na prova do slalom gigante do esqui alpino dos Jogos Olímpicos Milão-Cortina 2026, com o tempo de 02:25:00 somado nas duas descidas na pista Stelvio, em Bormio, na Itália. Esta é a primeira medalha olímpica da história do país e da América Latina em Jogos Olímpicos de Inverno. 

 

O brasileiro superou os suíços Marco Odermatt (2:25:58) e Loic Meillard (2:26:17), medalhas de prata e bronze, respectivamente. O desempenho de Lucas, claro, supera o 9º lugar conquistado por Isabel Clark no snowboard cross também na Itália, há 20 anos, na edição de Turim 2006, até então o melhor resultado brasileiro nos Jogos. A título de comparação, também foi em Turim que o esqui alpino havia conquistado a melhor posição da modalidade: o 30° lugar no slalom gigante de Nikolai Hentsch. 

 

“Eu tentei colocar palavras no que estou sentindo e isso é simplesmente impossível. O que eu vou dizer é que as emoções que estou sentindo agora são um sol eterno dentro de mim, que está brilhando tão brilhante. Muitas pessoas me deram essa luz que me trouxe o poder para ser o mais rápido do mundo hoje e para ser campeão olímpico”, celebrou Lucas.

 

O Brasil entra para a seleta lista de países campeões olímpicos do slalom gigante, ao lado da Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Alemanha. E, logicamente, o esquiador agora também é dono do melhor desempenho de um latino-americano no esqui alpino. O recorde anterior era o 11º do chileno Thomas Grob no esqui alpino combinado em Nagano 1998.

 

“Eu sabia que eu tinha esse nível e eu precisava confiar nisso. Eu trabalhei tanto para chegar aqui hoje e eu tentei canalizar toda a energia do povo brasileiro na minha primeira descida. O único objetivo que eu tenho é esquiar do jeito que eu sou e seguir a minha intuição, então isso é o objetivo para segunda descida também”, comentou o brasileiro logo após a primeira parte da prova, em que liderou com o tempo de 1:13:92.

 

E assim foi. Na segunda descida, ele somou 2:25:00, garantiu a primeira posição e colocou a bandeira brasileira na história do esporte mundial. Vale lembrar que há pouco mais de dois anos, nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Gangwon 2024, o Brasil conquistou uma medalha de bronze histórica com Zion Bethonico, no snowboard cross. 

 

Braathen confirmou a excelente fase vivida no circuito internacional, no qual vem acumulando pódios e resultados consistentes. O esquiador, filho de mãe brasileira e pai norueguês, já conquistou 20 pódios em etapas da Copa do Mundo (6 ouros, 9 pratas e 5 bronzes), sendo 8 desde que decidiu voltar da aposentaria e defender o Brasil (1 ouro, 5 pratas e 2 bronzes). Ele foi o primeiro a colocar o Brasil no topo do pódio em uma etapa de Copa de Mundo em esportes de inverno. Agora coroa essa transição com mais uma marca histórica.

 

E Lucas pode seguir fazendo história. Na próxima segunda-feira, 16, ele lidera a equipe do Brasil de esqui alpino na prova do slalom em Milão-Cortina ao lado de Christian Oliveira Soevik e Giovanni Ongaro.

 

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Lucas Pinheiro Braathen em ação. Foto: Rafael Bello/COB

 

Ongaro também tem bom desempenho no slalom gigante 

Neste sábado, 14, o Brasil também contou com a presença de Giovanni Ongaro na prova do slalom gigante. O brasileiro, que tinha a meta de repetir o top-50 do último Mundial, superou a marca e ficou na 31ª posição, com tempo de 2:34:15. Giovanni destacou o orgulho de defender o país de sua mãe com um de seus melhores resultados da carreira. 

 

“É incrível para mim estar neste grande evento junto com toda a minha família, também italiana. É algo mágico, uma emoção indescritível. Fiquei muito feliz com o resultado, queria ter feito tempo para a 30ª posição, mas estamos aqui com os melhores do mundo. No Mundial do ano passado, eu disputei a qualificatória e fiquei 11º, e depois na competição principal eu cheguei 44º. Então, esse é um resultado especial para mim”, pontuou Giovanni.

 

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