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Milão-Cortina

Brasil encerra Milão-Cortina 2026 com o melhor desempenho em Jogos Olímpicos de Inverno

Com o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, foram cinco colocações no Top 20 da competição.

Por Comitê Olímpico do Brasil

22 de fev, 2026 às 11:00 | 3 minutos de leitura

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Quando desembarcou na Itália para Milano-Cortina 2026 o Time Brasil já dava um recado. Sua maior delegação até hoje numa edição de Jogos Olímpicos de Inverno, com 14 atletas, e boas expectativas sobre o desempenho - que se concretizaram. O país sai de Milão-Cortina 2026 com a primeira medalha da História (e também da América Latina) - o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante. Mais que isso, a performance em terras italianas garantiu os melhores resultados brasileiro em algumas modalidades e revelou bons nomes para os próximos ciclos olímpicos.

"Começamos bem, aumentando o número de participantes, aumentando o número da delegação. E fechamos literalmente com a chave de ouro, conquistando a primeira medalha olímpica do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno. E logo uma medalha de ouro", celebrou Marco La Porta, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil.

Isto tudo em uma edição de Jogos Olímpicos bastante diferente, com os locais de competição espalhados num raio de 400km e bastante distantes entre si. O Brasil teve pela frente seu maior número de largadas em provas: 18 no total, superando as 15 de Albertville 1992 e as 14 de Pequim 2022 e garantir que a logística funcionasse foi um grande desafio. "A gente quando chega aqui e celebra essas vitórias não tem a noção do tamanho do trabalho invisível que existiu antes de os Jogos começarem. Para os atletas terem seus equipamentos, roupas, tudo distribuído em quatro centros diferentes eles contaram com todo o apoio do Comitê Olímpico do Brasil, sua estrutura, sua operação. Um time que pensou com muita antecedência, detalhadamente, em cada atleta, cada dificuldade, deslocamento. Precisamos agradecer demais à equipe de operações", destacou o Chefe de Missão do Time Brasil, Emílio Strapasson.

Com a sustentação garantida, os atletas brasileiros puderam mostrar todo seu talento. Foram cinco colocações em Top 20: ouro no esqui alpino, 11º no skeleton, 14º e 19º no snowboard e 19º no bobsled. Como disse Lucas Pinheiro ao encerrar sua participação. "Eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte. Acho que esse ouro representa a força que existe nessa diversidade”, comentou Lucas.

No último dia de competições, o bobsled corroborou a boa campanha ao conquistar seu melhor resultado e terminar o 4-man na 19ª posição. A competição marcou a despedida de Edson Bindilatti. Na sua sexta participação olímpica, o piloto confirmou que está se aposentando. "A gente sabe que uma hora tem que acabar esse lado de alto rendimento. Mas o bobsled está em boas mãos, temos atletas com condições de continuar esse alto nível do Brasil", afirmou.

A experiente Nicole Silveira também levou o skeleton a um nível mais alto com o 11º lugar. “Fico muito feliz, foi melhor que Pequim. Significa muito mais que o 13º lugar porque o nível de competitividade dentro desses quatro anos que vieram foi muito alto", explicou.

Confira abaixo os resultados do Brasil em Milão-Cortina 2026:

Medalha de ouro - slalom gigante - esqui alpino: Lucas Pinheiro Braathen - melhor resultado entre todas as modalidades
11º - skeleton feminino: Nicole Silveira - melhor resultado na modalidade
14º - snowboard halfpipe: Pat Burgner - melhor resultado na modalidade
19º - 4-man bobsled: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Luis Bacca e Rafael Souza - melhor resultado na modalidade
19º - snowboard halfpipe: Augustinho Teixeira
21º - sprint feminino por equipes: esqui cross-country: Bruna Moura e Duda Ribera - melhor resultado na modalidade
24º - 2-man bobsled: Edson Bindillati e Luis Bacca - melhor resultado na modalidade (no 2-man) 
27º - slalom - esqui alpino: Giovanni Ongaro - melhor resultado na modalidade (no slalom)
31º - slalom gigante - esqui alpino: Giovanni Ongaro
48º - sprint clássico: esqui cross-country: Manex Silva - melhor resultado na modalidade
72ª - sprint clássico: esqui cross-country: Eduarda Ribera - melhor resultado na modalidade (em pontos FIS)
74ª - sprint clássico: esqui cross-country: Bruna Moura
97º - 10km livre: esqui cross-country: Manex Silva
99º - 10km livre: esqui cross-country: Bruna Moura

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